A maldição do feijão

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

Um homem tinha verdadeira paixão por feijão, mas ele lhe provocava muitos gases, criando situações embaraçosas sempre que o comia.


Um dia ele conheceu uma garota e se apaixonou. Mas pensou:


Ela nunca vai se casar comigo se eu continuar desse jeito."


Então fez um sacrifício enorme e deixou de comer feijão.


Pouco depois os dois se casaram.


Passados alguns meses, quando ele voltava para casa, seu carro quebrou. Ele telefonou para a esposa e avisou que ia chegar mais tarde, pois voltaria a pé.


No caminho de volta para casa, passou por um restaurante e o aroma maravilhoso do feijão lhe atingiu em cheio. Como ainda estava distante de casa, pensou que qualquer efeito negativo passaria antes de chegar.


Então entrou e comeu três pratos fundos de feijão.


Durante todo o caminho, foi para casa peidando, feliz da vida. E quando chegou já se sentia bem melhor.


A esposa o encontrou na porta e parecia bastante excitada. Ela disse:


"Querido, o jantar hoje é uma surpresa."


Então ela lhe colocou uma venda nos olhos e o levou até a mesa, fazendo-o sentar-se à cabeceira.


Nesse momento, aflito, ele pressentiu que havia um novo peido a caminho. Quando a esposa estava prestes a lhe remover a venda, o telefone tocou. ela foi atender, mas antes o fez prometer que não tiraria a venda enquanto não voltasse.


Ele, claro, aproveitou a oportunidade. E, assim que ficou sozinho, jogando seu peso para apenas uma perna, soltou um senhor peido. Não foi apenas alto, mas também longo e picotado.


Parecia um ovo fritando. Com dificuldade para respirar, devido à venda apertada, ele tateou na mesa procurando um guardanapo e começou a abanar o ar em volta de si, para espantar o cheiro.


Mas, logo em seguida, teve vontade de soltar outro.


Levantou a perna e...


RRRRRRRRRRRROOOOOOOOOOOOUUUUUUUUUUMMMMMMM!!...


Esse, então, soou como um motor a diesel pegando e cheirou ainda pior!...


Esperando que o odor se dissipasse, ele voltou a sacudir os braços e o guardanapo, frenéticamente, numa animada e ridícula coreografia.


E quando pensou que tudo voltaria ao normal, lá veio a vontade outra vez.


Como ouvia a mulher, lá dentro, continuando a falar no telefone, não teve dúvidas: jogou o peso sobre a outra perna e mandou ver.


Desta vez merecia medalha de ouro na categoria.


Enxofre puro. As janelas vibraram, a louça na mesa sacudiu, e em dez segundos as flores no vaso sobre a mesa estavam mortas.


Ouvido atento à conversa da mulher no telefone, e mantendo a promessa de não tirar a venda, continuou peidando e abanando os braços por mais uns três minutos.


Quando ouviu a mulher se despedir no telefone, já estava totalmente aliviado.


Colocou o guardanapo suavemente no colo, cruzou as mãos sobre ele e chegou a sorrir vitorioso, estampando no rosto a inocência de um anjo.


Então a esposa voltou à sala, pedindo desculpas por ter demorado tanto ao telefone, e lhe perguntou se ele havia tirado a venda e olhado a mesa de jantar.


Quando teve a certeza de que isso não havia acontecido, ela própria lhe removeu a venda e gritou:


"SURPRESAAAA!"


E ele, finalmente, deu de cara com os doze convidados sentados à mesa para comemorar seu aniversário!!!!!!!!!!!!!!!!

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